
Com o início de 2026 batendo à porta, milhares de estudantes de Ribeirão Preto já sabem que o primeiro desafio do ano não será uma prova de matemática, mas chegar à escola. A RP Mobi confirmou que o Cartão Nosso Estudante Gratuito será liberado apenas em fevereiro, seguindo o calendário de cada rede de ensino.
Na prática, alunos da rede estadual poderão usar o benefício a partir de 2 de fevereiro, uma segunda feira. Já os estudantes da rede municipal só terão acesso ao transporte gratuito a partir do dia 5, quinta feira. Até lá, quem depende exclusivamente do cartão para se deslocar precisa encontrar alternativas ou arcar com o custo das passagens.
A RP Mobi afirma que a medida segue um planejamento alinhado ao calendário educacional. Segundo o diretor de Transporte, Guilherme Marçal, a liberação acompanha o início das aulas em cada rede, garantindo organização e segurança no sistema. O discurso oficial é de eficiência. A realidade para muitas famílias, porém, é outra: o ano começa com incerteza para quem vive no limite do orçamento.
O Cartão Nosso Estudante Gratuito garante acesso ao transporte público sem custos, sendo uma peça central na permanência dos alunos nas atividades escolares ao longo do ano. Qualquer atraso nesse processo tem impacto direto na frequência, especialmente entre estudantes da periferia que dependem integralmente do ônibus.
A boa notícia é que a renovação e a emissão do cartão já estão abertas e podem ser feitas online pelo site do transporte coletivo, na aba Serviços Digitais. Após a aprovação, a renovação acontece automaticamente no primeiro uso. Para novos cadastros, o pedido começa pela internet e segue com agendamento presencial.
A RP Mobi também disponibiliza atendimento presencial na Central de Benefícios, na Rua Tibiriçá, 600, além de canais telefônicos e WhatsApp para orientação.
O transporte estudantil gratuito é mais do que um benefício administrativo. Ele é um passaporte diário para o futuro. Cada dia sem ele é um lembrete silencioso de como decisões burocráticas moldam trajetórias reais. Em uma cidade que fala em desenvolvimento, impedir o aluno de chegar à escola nunca deveria ser parte do roteiro.
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