
Ribeirão Preto começou 2026 olhando para trás para seguir em frente. O 32º Encontro Nacional de Folia de Reis, realizado no último domingo na praça José Rossi, na Vila Virgínia, reuniu grande público e abriu oficialmente o calendário cultural do município com um recado claro: tradição ainda pulsa, emociona e une gerações.
Com o tema “Fé e Cidadania”, o evento manteve o rito que atravessa séculos. A programação começou com missa e hasteamento das bandeiras, dando início às atividades que tomaram conta da praça ao longo do dia. No palco principal e nos espaços abertos, o público acompanhou ensaios, apresentações e o som característico da música caipira, carregada de devoção, simbolismo e identidade cultural.
A Folia de Reis celebra a visita dos três reis magos ao menino Jesus. As companhias percorrem casas e comunidades levando mensagens de fé, alegria e esperança, mantendo viva uma tradição passada de geração em geração. Em Ribeirão, essa herança não apenas resiste, como cresce.
O prefeito Ricardo Silva participou do encontro e destacou o valor cultural da manifestação. “A Folia de Reis é uma tradição profundamente enraizada na história de Ribeirão Preto. A Vila Virgínia acolhe esse encontro com muito carinho, fortalecendo a cultura popular e garantindo que esse legado continue sendo preservado pelas próximas gerações”, afirmou.
De acordo com a Lei Municipal nº 6.412 de 1992, a Folia de Reis abre oficialmente o calendário cultural da cidade. A secretária de Cultura e Turismo, Maria Eugênia Biffi, reforçou o papel dessas expressões. “Fortalecer e incentivar essas manifestações é preservar nossa história, nossa memória e a identidade da cidade”, destacou.
Quinze companhias participaram do encontro, entre elas a Irmãos Adolfo de Ribeirão, uma das mais antigas do município. Para o coordenador Baltazar Alves, a tradição é um compromisso de fé. “A família cumpre essa devoção com o objetivo principal de louvar e transmitir a fé”, afirmou.
Em meio a telas, algoritmos e rotinas aceleradas, a cena de crianças, adultos e idosos reunidos ao som da viola, do acordeão e do canto religioso revela algo poderoso: Ribeirão não abre mão de quem ela é. A Folia de Reis não é passado. É raiz viva, em movimento.
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