
A procura por crédito no Brasil registrou um crescimento de 42,95% em junho de 2026, na comparação com o mesmo mês do ano anterior, segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do SPC Brasil. O aumento reflete a busca de milhares de brasileiros por alternativas para reorganizar as finanças, realidade que também impacta consumidores e o comércio de Ribeirão Preto.
Apesar do avanço na demanda por empréstimos e financiamentos, o estudo mostra que o acesso ao crédito continua restrito para uma parcela significativa da população. Isso ocorre porque muitos consumidores já possuem restrições financeiras, fator que reduz as chances de aprovação pelas instituições financeiras.
Os dados indicam que, em junho, 37,94% dos consumidores consultados possuíam alguma restrição ativa no momento da análise de crédito.
Entre os consumidores que conseguiram contratar algum tipo de crédito, a maior parte optou por empréstimos, que representaram 73,8% das operações. Já os financiamentos responderam por 20,22% das contratações.
Segundo o levantamento, apenas 0,73% das pessoas consultadas efetivamente contrataram algum serviço de crédito, demonstrando que a procura é muito maior do que a quantidade de operações aprovadas.
Embora o levantamento tenha abrangência nacional, especialistas apontam que cidades com forte atividade comercial, como Ribeirão Preto, também acompanham esse comportamento.
Com o aumento do custo de vida e das despesas das famílias, cresce a procura por linhas de crédito para reorganizar o orçamento, quitar dívidas e manter o consumo. Ao mesmo tempo, o comércio acompanha de perto esse movimento, já que a disponibilidade de crédito influencia diretamente as vendas e o desempenho da economia local.
A pesquisa aponta que a Região Sudeste liderou o número de consultas realizadas ao sistema de crédito, concentrando 45,76% do total nacional.
No perfil dos consumidores, os homens representaram 54,22% das consultas, enquanto a faixa etária entre 40 e 49 anos foi a mais representativa, com 24,13% do total.
Para a CNDL e o SPC Brasil, o crescimento da procura por crédito demonstra a necessidade das famílias de buscar recursos para enfrentar dificuldades financeiras, mas também evidencia que o alto índice de inadimplência continua sendo um dos principais obstáculos para a aprovação de novos empréstimos.
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