Ribeirão Preto vai receber um espetáculo que mistura romance, política e confronto social em um dos períodos mais sombrios da história europeia. Os atores Reynaldo Gianecchini e Maria Casadevall estrelam “Um Dia Muito Especial”, que será apresentado no Theatro Pedro II nos dias 18 e 19 de abril, às 20h e 19h, respectivamente.
A montagem marca a primeira vez que a dupla divide o palco e é inspirada no filme homônimo lançado em 1977, protagonizado por Sophia Loren e Marcello Mastroianni, sob direção de Ettore Scola. A adaptação teatral tem direção de Alexandre Reinecke e tradução de Célia Tolentino.
A história se passa em Roma, em 6 de maio de 1938, no dia em que Benito Mussolini e Adolf Hitler firmam uma aliança política diante de uma grande celebração popular. Enquanto a cidade vibra com o evento oficial, duas figuras permanecem à margem. Ela, Antonietta, dona de casa solitária, mãe de seis filhos, presa a um casamento marcado pelo machismo e pela traição. Ele, Gabriele, recém-demitido da rádio por ser homossexual e à beira da prisão.
O encontro entre os dois acontece de forma inesperada, quando o pássaro de estimação de Antonietta voa até o apartamento vizinho. A partir daí, nasce uma conversa que atravessa frustrações, sonhos, preconceitos e desejos reprimidos. O que começa como amizade evolui para um amor platônico capaz de transformar ambos.
A peça discute temas que seguem atuais: intolerância, liberdade individual, o papel da mulher na sociedade e o impacto do autoritarismo na vida privada. Ao colocar duas pessoas marginalizadas pelo sistema no centro da narrativa, o espetáculo propõe reflexão sobre empatia e humanidade em tempos de opressão.
Esta é a segunda vez que a obra ganha adaptação teatral no Brasil. Em 1986, uma montagem dirigida por José Possi Neto foi estrelada por Glória Menezes e Tarcísio Meira.
Os ingressos variam de R$ 50 a R$ 240, com setores que incluem Plateia A, Plateia B, Frisa, Balcão Nobre e Balcão Simples.
Com nomes conhecidos da televisão e um enredo intenso, “Um Dia Muito Especial” promete lotar o Theatro Pedro II e provocar o público a refletir sobre como as escolhas individuais podem ganhar peso histórico em meio a regimes que tentam silenciar diferenças.





