
As mulheres responderam por 48,56% das admissões registradas em Ribeirão Preto no primeiro semestre de 2026. Segundo dados do Novo Caged, foram 39.774 contratações femininas entre janeiro e junho, número superior às 37.956 registradas no mesmo período de 2025.
Os dados mostram avanço da participação feminina entre os trabalhadores admitidos na cidade. Nos primeiros seis meses de 2025, as mulheres representavam 46,57% das contratações. No mesmo intervalo de 2026, a proporção subiu para 48,56%, crescimento de 1,99 ponto percentual.
Em números absolutos, Ribeirão Preto registrou 1.818 admissões femininas a mais na comparação entre os dois períodos, uma alta de aproximadamente 4,8%.
A presença das mulheres pode ser observada em diferentes segmentos do mercado de trabalho local, inclusive em atividades que historicamente tiveram maior presença masculina.
Há dois anos, Vanessa Ferreira trabalha como frentista no Posto Triangulo PETRONAS. Segundo informações fornecidas pela empresa, o estabelecimento mantém há mais de 20 anos uma equipe formada exclusivamente por mulheres no atendimento da pista. Antes de ingressar na função, Vanessa se dedicava às atividades domésticas e também trabalhava como artesã.
“Quando comecei, fui aprendendo a rotina, entendendo melhor o atendimento e percebendo que gostava daquele contato com as pessoas. Hoje me sinto muito à vontade no que faço e vejo que foi uma escolha profissional que deu certo para mim”, relata.
A trajetória profissional feminina também está presente em outras atividades. Silvana Leite trabalha como açougueira no Savegnago Supermercados e atua no setor há mais de 18 anos. Antes do atendimento direto aos consumidores, teve experiências em frigorífico e na área de desossa.
“Quando comecei no atendimento, minha visão da profissão mudou. Passei a gostar muito desse contato diário e de entender o que cada pessoa procura. Com o tempo, você conquista confiança, e isso é muito gratificante. Quando estamos de férias ou de folga e eles perguntam por nós, percebemos que construímos uma relação de verdade”, afirma.
Na construção civil, Maysa Lima acumula 25 anos de experiência e atua nas áreas de Orçamento, Planejamento e Controle da Perplan Incorporação. Durante sua trajetória, acompanhou a atuação de mulheres em diferentes funções do setor.
“Conheci muitas engenheiras de obra que se destacavam pela capacidade de gestão e pela qualidade dos resultados que entregavam. Essas experiências reforçam que a capacidade de liderar e obter bons resultados está muito mais relacionada à competência, ao conhecimento técnico e à habilidade de gestão do que ao gênero”, afirma.
Os números do Novo Caged referentes ao primeiro semestre mostram que a diferença entre a participação de homens e mulheres nas admissões em Ribeirão Preto diminuiu em relação ao mesmo período de 2025. Apesar de as mulheres ainda representarem menos da metade das contratações, a proporção de 48,56% coloca a participação feminina próxima da paridade no fluxo de admissões registrado no município.
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