
O preço médio de venda dos imóveis residenciais em Ribeirão Preto acumulou alta de 5,96% nos 12 meses encerrados em agosto de 2026. No período, o valor médio anunciado chegou a R$ 5.344 por metro quadrado, segundo dados do Índice FipeZAP. O avanço chama atenção para fatores que vão além das características do próprio imóvel e que podem influenciar a atratividade de diferentes regiões da cidade.
O dado atualizado corrige a referência apresentada inicialmente no material divulgado pela Perplan Incorporação, que apontava uma variação de 5,59%. Conforme os números mais recentes do indicador, referentes a agosto, a valorização em 12 meses foi de 5,96%. O Índice FipeZAP acompanha preços anunciados de imóveis e é calculado pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
Em maio deste ano, por exemplo, o preço médio em Ribeirão Preto estava em R$ 5.254 por metro quadrado, com alta de 4,66% em 12 meses. Os dados mostram que o indicador continuou avançando nos meses seguintes.
Além da dinâmica geral do mercado, a localização e as mudanças no entorno estão entre os aspectos considerados por incorporadoras e compradores na avaliação de um imóvel. Novos acessos, obras de infraestrutura, oferta de comércio e serviços, mobilidade e áreas de convivência podem alterar a atratividade de uma região ao longo do tempo.
Segundo Rafael Batista, diretor de incorporação da Perplan, a análise de uma área para novos projetos considera tanto as condições existentes quanto as perspectivas para os anos seguintes.
“Quando avaliamos uma área, olhamos para o que existe hoje e para os movimentos que podem mudar aquele cenário nos próximos anos. Novos acessos, infraestrutura, investimentos públicos e privados, serviços e a expansão da ocupação ajudam a indicar como aquele endereço pode evoluir. É uma leitura de longo prazo, porque o imóvel não está isolado da cidade”, afirma.
A valorização, no entanto, não pode ser atribuída isoladamente a um único fator. O desempenho de determinado imóvel pode variar de acordo com localização, características do empreendimento, condições econômicas, oferta e demanda e transformações efetivamente realizadas no entorno.
O empresário Claudemir Rosine afirma que levou esse conjunto de fatores em consideração ao adquirir unidades da Perplan ainda na fase de lançamento. Segundo ele, localização, acessos e perspectivas de chegada de novos serviços pesaram na decisão.
Rosine relata que, nos cerca de dois anos posteriores à aquisição, acompanhou simultaneamente o andamento das obras e as mudanças na região. De acordo com cálculo feito pelo próprio investidor, o valor do metro quadrado das unidades adquiridas teria aumentado quase 27% no período. O percentual é um relato individual e não corresponde à variação média do mercado de Ribeirão Preto medida pelo FipeZAP.
Para Gustavo Pereira, gestor executivo comercial da Perplan, características internas dos empreendimentos também integram a avaliação, entre elas paisagismo, espaços de convivência, lazer, soluções de mobilidade e integração com a cidade.
“A valorização não acontece por um único atributo. Ela é resultado de uma combinação de fatores que envolve o imóvel e a própria transformação da região”, afirma.
Os números do FipeZAP ajudam a dimensionar o comportamento médio dos preços anunciados, mas não representam garantia de valorização futura de um imóvel específico. A própria metodologia do indicador é baseada em amostras de anúncios de imóveis para venda e locação, o que diferencia o índice dos preços efetivamente negociados nas transações.
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