
O Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (CETRAS) Morro do São Bento, em Ribeirão Preto, registrou a entrada de 660 animais silvestres entre janeiro e março de 2026. Do total, cerca de 300 já foram reabilitados e devolvidos à natureza, como parte do processo de refaunação.
Entre os animais atendidos, estão espécies ameaçadas de extinção que foram recuperadas e reintegradas aos seus habitats naturais, como o lobo-guará, o jacaré-de-papo-amarelo e o tamanduá-bandeira. Esses animais desempenham papéis importantes no equilíbrio dos ecossistemas.
De acordo com o responsável técnico pelo CETRAS, Alexandre Gouvea, o trabalho realizado envolve uma equipe multidisciplinar formada por médicos-veterinários, biólogos, zootecnistas e auxiliares, responsáveis pelo cuidado e recuperação dos animais. Segundo ele, o primeiro trimestre foi encerrado com mais de 400 animais entre soltos e em tratamento, sem registros de casos em estado grave.
Apesar da diversidade de espécies atendidas, a maior parte dos acolhimentos é composta por aves, frequentemente vítimas dos impactos da urbanização e do tráfico ilegal de animais silvestres.
O secretário de Meio Ambiente, Claudio Almeida, destacou que o CETRAS é considerado referência no Estado de São Paulo e atende demandas de diferentes regiões do país, tanto pela estrutura quanto pela qualificação das equipes.
Entre os animais que deram entrada mais recentemente e seguem em tratamento estão seriemas, tucanos-toco e jabutis-piranga. A maioria dos resgates ocorre por meio de ações da Polícia Ambiental, que pode ser acionada pela população em casos de tráfico, maus-tratos ou outros crimes ambientais, pelo telefone (16) 3996-0450.
As autoridades reforçam que práticas como a captura e o comércio ilegal de animais silvestres são crimes e estão sujeitas a penalidades legais.
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