
A Prefeitura de Ribeirão Preto iniciou a reativação da Estação Elevatória de Esgoto (EEE) do bairro Parque dos Servidores, com o objetivo de melhorar o sistema de esgotamento sanitário na região e otimizar o fluxo de resíduos até as unidades de tratamento.
A estrutura estava desativada desde 2019 e agora passa por uma série de intervenções conduzidas pela Secretaria de Água e Esgoto de Ribeirão Preto (Saerp). As obras incluem limpeza da área, construção de abrigo para bombas e equipamentos, instalação elétrica, cercamento com alambrado e demais adequações necessárias para o retorno da operação.
Segundo a Prefeitura, a reativação da unidade deve beneficiar diretamente trechos dos bairros Jardim Helena e Parque dos Servidores, melhorando a coleta e o afastamento de esgoto nessas localidades. Outro objetivo é reduzir a vazão direcionada à Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Palmeiras II, contribuindo para maior equilíbrio no sistema.
Com a retomada da operação, Ribeirão Preto passará a contar com 11 estações elevatórias de esgoto em funcionamento. Esse tipo de estrutura é considerado essencial para o saneamento básico, especialmente em áreas com desnível geográfico, pois permite o bombeamento dos resíduos de regiões mais baixas para pontos elevados, de onde seguem para tratamento adequado.
De acordo com o cronograma da administração municipal, a previsão é que a estação volte a operar ainda no final de maio.
A ampliação e recuperação da infraestrutura de saneamento são apontadas como fundamentais para a melhoria das condições urbanas e de saúde pública. Segundo diretrizes do Ministério das Cidades e do Marco Legal do Saneamento, a universalização do acesso a serviços de esgoto tratado é uma das principais metas para os municípios brasileiros.
No contexto regional, cidades do interior, incluindo o Triângulo Mineiro, enfrentam desafios semelhantes relacionados à expansão e modernização das redes de saneamento, especialmente em áreas em crescimento urbano.
Especialistas destacam que a reativação de estruturas já existentes pode representar ganho de eficiência operacional, além de reduzir custos em comparação à construção de novas unidades, contribuindo para o fortalecimento da infraestrutura urbana.
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