
A mulher de 27 anos investigada por esfaquear um cabeleireiro na região da Barra Funda, na zona Oeste de São Paulo, mora em Ribeirão Preto e possui histórico de internações e acompanhamento psiquiátrico, segundo documentos ligados à área da saúde obtidos durante a investigação.
O caso ocorreu após um desentendimento envolvendo um procedimento estético realizado pela vítima. Segundo a Polícia Civil, a suspeita teria ficado insatisfeita com o resultado de uma franja feita pelo profissional.
As investigações apontam que, inicialmente, a mulher tentou resolver a situação por meio de mensagens enviadas ao cabeleireiro. Ainda de acordo com a apuração policial, após não obter retorno, ela passou a enviar ameaças e mensagens com teor homofóbico contra a vítima.
Dias depois, a mulher retornou à capital paulista para conversar pessoalmente com o profissional. O encontro terminou em agressão com faca dentro do estabelecimento.
Imagens de câmeras de segurança registraram o momento da agressão e passaram a circular nas redes sociais nos últimos dias.
O caso foi registrado pela Polícia Civil como lesão corporal, ameaça e autolesão. A investigação segue em andamento.
Documentos da Secretaria Municipal de Saúde de Ribeirão Preto apontam que a investigada realizou acompanhamento psiquiátrico e passou por internações em unidades ligadas ao Centro de Atenção Psicossocial (Caps).
Segundo os registros, ela ficou internada entre abril e junho de 2024 e voltou a receber acompanhamento entre agosto e outubro de 2025.
Ainda conforme os documentos, a mulher também teria se envolvido em um episódio durante viagem à Inglaterra em 2025. Relatório médico citado na investigação aponta que ela apresentava comportamento alterado, supostamente sob efeito de substâncias, e teria se envolvido em confusão em um estabelecimento comercial.
Em abril deste ano, ela voltou a ser internada, desta vez em Pedreira, na região de Campinas.
De acordo com documentos médicos apresentados pela defesa, a investigada teria desenvolvido possível quadro de hepatite medicamentosa, situação que teria levado à interrupção do tratamento com medicamentos utilizados no acompanhamento psiquiátrico.
A defesa da mulher informou que ela possui histórico de transtornos psiquiátricos e destacou que os episódios devem ser analisados dentro do contexto clínico da paciente.
O caso também reacendeu debates sobre saúde mental, acesso ao tratamento psiquiátrico e acompanhamento contínuo de pacientes em situações de vulnerabilidade emocional.
Dados do Ministério da Saúde mostram aumento na procura por serviços ligados à saúde mental nos últimos anos, especialmente após a pandemia, ampliando a demanda por atendimentos em Caps e unidades especializadas em diferentes regiões do país.
A Polícia Civil segue reunindo depoimentos, imagens e documentos para conclusão do inquérito.
Mín. 20° Máx. 35°




