
A Secretaria Municipal da Saúde de Ribeirão Preto informou que os casos de hepatite A apresentaram tendência de queda nas últimas semanas após o pico registrado no início de abril. Mesmo com a redução gradual nas notificações, o município segue em estado de atenção e mantém ações intensificadas de monitoramento e prevenção da doença.
Segundo dados divulgados pela pasta, entre janeiro e 13 de maio de 2026 foram registrados 728 casos de hepatite A na cidade. O maior volume de notificações ocorreu na semana de 5 de abril, quando 76 casos foram contabilizados em apenas sete dias.
Após esse período, os números passaram a apresentar redução gradual. Na semana de 3 de maio, por exemplo, foram registradas 29 notificações.
De acordo com a Vigilância Epidemiológica, o aumento dos casos levou o município a intensificar investigações epidemiológicas e monitoramentos em escolas, residências, ambientes de trabalho e instituições onde poderiam existir possíveis surtos da doença.
A Secretaria também reforçou orientações técnicas para profissionais da saúde e ampliou ações educativas voltadas à prevenção e conscientização da população.
Segundo Luzia Márcia Romanholi Passos, representante da área técnica da Secretaria Municipal da Saúde, a queda nos registros demonstra impacto das medidas adotadas pelo município, embora os cuidados preventivos ainda sejam considerados fundamentais.
“Observamos uma redução gradual dos casos, o que demonstra a importância das ações integradas de vigilância, prevenção e orientação realizadas pelo município. Ainda assim, é fundamental que a população mantenha os cuidados de higiene e prevenção para interrompermos a cadeia de transmissão”, destacou.
A Secretaria Municipal da Saúde também reforçou junto aos profissionais médicos a importância do afastamento de pacientes confirmados por um período de duas semanas após o início dos sintomas, medida considerada essencial para evitar a disseminação do vírus.
A hepatite A é uma doença infecciosa causada por vírus e transmitida principalmente pela via fecal-oral, geralmente por meio do consumo de água ou alimentos contaminados ou pelo contato próximo com pessoas infectadas.
Entre os sintomas mais comuns estão febre, mal-estar, náuseas, dores abdominais, urina escura e coloração amarelada na pele e nos olhos.
Segundo o Ministério da Saúde, a principal forma de prevenção envolve vacinação, higiene frequente das mãos, consumo de água tratada e correta higienização dos alimentos.
Em fevereiro deste ano, a Prefeitura já havia intensificado ações após a confirmação de 32 casos somente no mês de janeiro. Na ocasião, a Secretaria iniciou busca ativa de crianças não vacinadas para ampliar a cobertura vacinal no município.
Atualmente, a vacina contra hepatite A está disponível para crianças de 15 meses a menores de 5 anos, além de pessoas imunossuprimidas e com comorbidades, conforme diretrizes do Ministério da Saúde. Segundo a Secretaria, Ribeirão Preto possui cobertura vacinal de aproximadamente 85%.
A Vigilância em Saúde segue monitorando os registros e realizando o mapeamento das regiões com maior número de notificações para adoção de medidas específicas de controle e prevenção.
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