
A capivara que mobilizou uma força-tarefa de resgate no Parque Linear Urbano Guiomar Carvalho Benelli, em Sertãozinho, morreu neste domingo (17), um dia após ser encaminhada ao Centro de Triagem e Reabilitação de Animais Silvestres (Cetras), em Ribeirão Preto.
O animal estava ferido há cerca de duas semanas e apresentava quadro clínico considerado crítico no momento da chegada ao centro veterinário. Segundo informações do Cetras, a suspeita é de que os ferimentos tenham sido provocados durante uma disputa territorial entre animais da espécie.
Em nota oficial, o Cetras informou que a capivara chegou ao local apresentando apatia intensa, múltiplos ferimentos pelo corpo, lesão dorsal com presença de miíase, anemia e sinais compatíveis com sepse e miopatia de captura.
Ainda conforme o centro veterinário, exames laboratoriais identificaram alterações consideradas graves, indicando infecção sistêmica e comprometimento geral do organismo.
Durante o atendimento, a equipe técnica realizou procedimentos intensivos de estabilização clínica, controle da dor, fluidoterapia, limpeza de ferimentos, antibioticoterapia, aplicação de anti-inflamatórios e monitoramento contínuo do animal.
Apesar dos esforços das equipes veterinárias, o estado de saúde já era considerado extremamente grave desde a admissão.
“Apesar de todas as medidas terapêuticas adotadas, o quadro era extremamente grave desde a admissão, com prognóstico desfavorável, evoluindo para óbito”, informou o Cetras.
Antes da captura definitiva, equipes da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Secretaria de Bem-Estar Animal e Corpo de Bombeiros participaram de pelo menos cinco tentativas de resgate no parque.
Segundo representantes da Prefeitura de Sertãozinho, o animal permanecia bastante arisco mesmo debilitado, o que dificultava a aproximação das equipes.
De acordo com Juliano César, representante da administração municipal, a capivara frequentemente fugia para áreas alagadas e regiões de mata ao perceber a presença dos profissionais.
As tentativas de captura vinham sendo realizadas desde a semana passada.
Especialistas em fauna silvestre apontam que capivaras podem apresentar comportamento agressivo e territorialista, especialmente em disputas por espaço e liderança de grupos, o que pode ocasionar ferimentos graves entre os animais.
O caso também reacende discussões sobre manejo de fauna urbana em cidades do interior paulista, onde a presença de capivaras em parques e áreas verdes tem se tornado cada vez mais frequente.
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