
Um terremoto de magnitude 6,7 atingiu a região norte do Chile na noite desta segunda-feira (25), segundo informações divulgadas pelo Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS). O tremor ocorreu a aproximadamente 119,7 quilômetros de profundidade e, até a última atualização, não havia registros oficiais de mortos, feridos ou danos estruturais.
Apesar do epicentro estar localizado fora do Brasil, o fenômeno teve reflexos percebidos por moradores da cidade de São Paulo. De acordo com a Rede Sismográfica Brasileira (RSBR), diversas pessoas relataram tremores na capital paulista, principalmente em bairros da zona Oeste, durante o início da noite.
Os relatos apareceram em um painel de monitoramento do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), utilizado para acompanhamento de registros sísmicos e manifestações da população em situações de tremores percebidos.
Especialistas explicam que terremotos de grande magnitude ocorridos na Cordilheira dos Andes podem gerar reflexos sentidos em regiões brasileiras, especialmente em prédios altos e estruturas mais sensíveis a vibrações. Isso ocorre devido à propagação das ondas sísmicas pelo solo sul-americano.
Segundo a Rede Sismográfica Brasileira, o Brasil não está localizado em uma área de encontro entre placas tectônicas, como ocorre em países da costa oeste da América do Sul, incluindo Chile e Peru. Por isso, terremotos de grande intensidade são considerados raros no território brasileiro. Ainda assim, pequenos abalos sísmicos e reflexos de terremotos internacionais podem ser sentidos eventualmente em algumas regiões do país.
O Chile está situado sobre o encontro das placas tectônicas de Nazca e Sul-Americana, uma das áreas com maior atividade sísmica do planeta. O país registra terremotos frequentes e já foi palco de alguns dos maiores tremores da história moderna, incluindo o terremoto de Valdivia, em 1960, considerado o mais forte já registrado no mundo, com magnitude 9,5.
Nas redes sociais, moradores de São Paulo relataram sensação de vibração em apartamentos e movimentação de móveis durante o horário do tremor. Até o momento, autoridades brasileiras não emitiram alertas de risco relacionados ao episódio.
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