
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto realizou nesta semana mais uma reunião da Comissão Especial de Estudos (CEE) criada para acompanhar o andamento do PAC da Mobilidade Urbana, projeto que prevê a implantação do corredor Leste-Oeste na cidade.
O encontro contou com a participação do secretário municipal de Planejamento, Cláudio Almeida, além dos vereadores Daniel Gobbi, presidente da comissão; Perla Muller, relatora; e Rangel Scandiuzzi.
Durante a reunião, parlamentares demonstraram preocupação com o histórico de atrasos em obras de grande porte em Ribeirão Preto e cobraram mais transparência sobre os estudos técnicos e contratos relacionados ao projeto.
Segundo o secretário de Planejamento, o município aguarda etapas burocráticas em Brasília para formalizar o contrato definitivo com a Caixa Econômica Federal, responsável pela operação dos recursos federais.
Cláudio Almeida informou ainda que uma empresa já foi contratada para desenvolver os projetos complementares necessários para a execução da obra. O prazo para entrega desses estudos é de até 90 dias.
De acordo com a prefeitura, os projetos servirão como base técnica para a futura licitação do projeto executivo e da execução do corredor de mobilidade.
Outro ponto que chamou atenção durante a reunião foi o impacto social da intervenção urbana. Segundo informações apresentadas pela Secretaria de Planejamento, 54 famílias já foram cadastradas na comunidade da Rio Pardo. Já na região do Tanquinho, a estimativa preliminar aponta aproximadamente 160 habitações que poderão ser impactadas pelas obras.
O vereador Daniel do Busão também participou do debate e destacou os impactos que a obra poderá gerar na rotina do transporte coletivo e dos moradores da região.
Diante das cobranças sobre prazos e andamento do projeto, o presidente da comissão, Daniel Gobbi, afirmou que o Legislativo acompanha o tema com expectativa para que a obra finalmente avance.
“A vontade nossa como vereadores é de ver a obra acontecer. Nosso papel aqui, enquanto Câmara Municipal, é trabalhar para que essa obra saia do papel”, declarou.
O corredor Leste-Oeste integra o conjunto de projetos ligados ao Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) da Mobilidade Urbana, iniciativa federal voltada à ampliação da infraestrutura de transporte público em municípios brasileiros.
Especialistas apontam que corredores exclusivos de ônibus podem reduzir o tempo de deslocamento e melhorar a eficiência do transporte coletivo, mas obras dessa magnitude frequentemente geram debates sobre impactos urbanos, desapropriações e alterações na dinâmica dos bairros afetados.
Em Ribeirão Preto, o tema já vem sendo acompanhado de perto por moradores e lideranças políticas devido ao volume de recursos envolvidos e ao histórico de obras públicas que enfrentaram atrasos ou mudanças de cronograma na cidade.
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