
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto entrou oficialmente em modo transformação. Os tradicionais Plenários I e II agora dividem espaço com tapumes, entulho e equipes de obra. O presidente da Casa, Isaac Antunes, acompanhou pessoalmente, na manhã desta segunda-feira, o andamento da reforma que promete entregar ao cidadão uma Câmara mais moderna, acessível e funcional.
As obras começaram em 2 de dezembro de 2025 e fazem parte de um amplo processo de modernização, com foco em segurança, acessibilidade, conforto e adequação às normas técnicas atuais. A vistoria teve como objetivo conferir o cumprimento do cronograma e verificar os serviços já executados.
Nesta fase inicial, o cenário é de demolição e reconstrução. Já foram retiradas cadeiras, mesas e mobiliários, removido todo o carpete antigo, desmontados os sistemas de ar condicionado, forros, luminárias, acabamentos e divisórias. Pisos cerâmicos e estruturas de madeira dos palcos foram demolidos, o enchimento do piso do Plenário I foi removido e o forro em PVC do Plenário II eliminado. Banheiros e copa passaram por intervenções, enquanto o entulho é retirado de forma contínua. Até o painel institucional da Câmara foi realocado para garantir a continuidade das sessões on-line.
Durante a vistoria, Isaac Antunes reforçou aos técnicos responsáveis a exigência de rigor nos prazos, na segurança e na qualidade dos serviços. Segundo ele, a meta é clara: acelerar o ritmo para entregar o quanto antes uma Câmara Municipal mais transparente, confortável e segura para vereadores e munícipes.
A reforma é executada pela empresa Arcon Engenharia, vencedora do processo licitatório, com prazo contratual de até oito meses. Enquanto isso, as sessões legislativas seguem em formato remoto, garantindo a continuidade das atividades parlamentares.
Trata-se da primeira grande reforma estrutural dos plenários desde a inauguração do prédio. Mais do que uma obra física, a intervenção simboliza uma tentativa de reposicionar a Câmara diante das exigências do presente. Em tempos de descrédito político, a modernização do espaço vira também um gesto público: mostrar que o Parlamento local precisa acompanhar o século em que existe.
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