
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto sediou, nesta terça-feira (9), a segunda reunião do Fórum Permanente de Enfrentamento e Prevenção a Todos os Tipos de Assédio. O encontro foi coordenado pela vereadora Judeti Zilli (PT) e reuniu representantes de movimentos sociais, lideranças sindicais dos setores público e privado e integrantes do poder público.
O principal objetivo da reunião foi discutir estratégias para fortalecer a aplicação da Norma Regulamentadora nº 1 (NR1), que estabelece diretrizes para o gerenciamento dos riscos psicossociais relacionados ao ambiente de trabalho.
Durante os debates, os participantes destacaram a necessidade de estruturar três pilares considerados fundamentais para o enfrentamento do problema: a prevenção cultural dentro das organizações, a criação de canais de denúncia eficientes e a implantação de mecanismos de acolhimento qualificado para vítimas.
Os participantes também discutiram os impactos do assédio na saúde mental dos trabalhadores, especialmente entre as mulheres, que frequentemente enfrentam situações de violência psicológica, discriminação e constrangimento no ambiente profissional.
Outro tema abordado foi a realidade da população LGBTQIA+, com destaque para as dificuldades enfrentadas por pessoas trans no mercado de trabalho. Segundo os participantes, preconceitos e barreiras institucionais continuam sendo obstáculos para a inclusão e permanência desses profissionais em diferentes setores.
A reunião também debateu os reflexos da precarização das relações de trabalho e seus impactos sobre a saúde mental dos servidores públicos e trabalhadores da iniciativa privada.
Como encaminhamento, o fórum definiu um cronograma de encontros periódicos a cada 40 dias, além da criação de comissões temáticas para aprofundar as discussões e propor medidas concretas.
Também foi aprovada a busca por cooperação técnica com o Ministério Público do Trabalho (MPT), visando fortalecer ações de prevenção, fiscalização e orientação relacionadas ao combate ao assédio no ambiente profissional.
A expectativa dos participantes é que as discussões resultem na construção de políticas públicas e mecanismos mais eficazes para garantir ambientes de trabalho mais seguros, respeitosos e inclusivos.
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