
A Prefeitura de Ribeirão Preto, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, anunciou a criação do primeiro Centro Especializado e de Referência à População Sexo e Gênero-diversa do município. Para acompanhar a implantação do novo serviço, foi instituída uma comissão formada por representantes do poder público, da sociedade civil, universidades e organizações sociais.
O centro será o primeiro da rede municipal voltado exclusivamente às demandas da população LGBTQIAPN+ e oferecerá atendimento multiprofissional em um único espaço. A estrutura deverá reunir profissionais das áreas de psicologia, enfermagem, serviço social, fonoaudiologia, odontologia, educação física e medicina, proporcionando atendimento integral e humanizado, respeitando a identidade de gênero e a orientação sexual dos usuários.
Segundo a Prefeitura de Ribeirão Preto, o local onde o serviço funcionará ainda será definido. O centro receberá o nome de Milena Massafera, mulher trans que faleceu em 2021, aos 34 anos, vítima de um crime que teve grande repercussão na cidade. A homenagem busca reconhecer sua memória e sua representatividade.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, a comissão responsável pelo acompanhamento da implantação foi estruturada para reunir conhecimento técnico-científico e a experiência de pessoas que atuam ou vivenciam as demandas da população LGBTQIAPN+, contribuindo para a construção de um serviço alinhado às necessidades do público.
"Ribeirão Preto nunca teve um serviço de saúde pensado para as necessidades específicas da população LGBTQIAPN+. Estamos construindo esse espaço com acompanhamento técnico e participação da sociedade civil, para que o atendimento seja de fato equânime e resolutivo", afirmou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.
Além da implantação do centro especializado, a comissão acompanhará a criação de grupos de acolhimento destinados à população LGBTQIAPN+ nas unidades da Atenção Primária à Saúde, nos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e nos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS). A proposta é fortalecer vínculos, ampliar o acesso às redes de apoio e incentivar ações voltadas à promoção da saúde mental.
Segundo o Ministério da Saúde, a iniciativa também deverá observar as diretrizes da Política Nacional de Saúde Integral LGBT, que busca reduzir desigualdades no acesso aos serviços de saúde e garantir atendimento integral, humanizado e livre de discriminação. O grupo de trabalho ainda discutirá a integração do novo centro com políticas públicas estaduais e nacionais já existentes.
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