A Prefeitura de Ribeirão Preto anunciou uma mudança significativa na dinâmica do atendimento de urgência e emergência do município. A partir desta semana, as ambulâncias do SAMU deixam de realizar transferências inter-hospitalares e passam a atuar exclusivamente em ocorrências nas ruas. Para viabilizar a alteração, foi criada uma frota exclusiva voltada ao transporte de pacientes entre UPAs e hospitais da cidade.
O novo serviço, inaugurado por meio da Secretaria Municipal da Saúde em parceria com a Fundação Santa Lydia, começa a operar com seis ambulâncias, sendo uma de suporte avançado, e equipes próprias treinadas especificamente para essa função. Até então, as remoções eram realizadas por três ambulâncias do SAMU, que acumulavam em média 1.150 deslocamentos mensais apenas com transferências entre unidades de saúde.
Com a implantação do modelo exclusivo, o município passa a contar com 17 ambulâncias do SAMU dedicadas integralmente aos chamados de urgência e emergência nas vias públicas. A expectativa é de redução no tempo de resposta em ocorrências externas e maior agilidade na liberação de leitos e vagas nas UPAs, que frequentemente registravam superlotação devido à espera por transporte hospitalar.
Segundo o secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, a separação das funções representa um avanço técnico na organização do sistema. De acordo com ele, o transporte inter-hospitalar possui protocolos, tempo de resposta e dinâmica distintos do atendimento emergencial nas ruas, exigindo uma estrutura própria para garantir eficiência e segurança assistencial.
Para colocar a nova operação em funcionamento, a Fundação Santa Lydia contratou 73 profissionais entre motoristas, socorristas, técnicos de enfermagem, enfermeiros, reguladores, telefonistas e coordenadores. Todos passaram por capacitação conduzida pelo próprio SAMU, com foco na padronização de protocolos e integração com a rede municipal de saúde.
A base do serviço funciona no mesmo espaço físico que abriga uma estrutura logística do SAMU, o que, segundo a administração municipal, fortalece a coordenação operacional. A regulação entre UPAs e hospitais continua sob responsabilidade do SAMU, que, após a confirmação de leito disponível, aciona imediatamente a equipe de transporte para realizar a remoção.
O prédio que recebe a nova frota também passou por reforma e adequações estruturais, com o objetivo de melhorar as condições de trabalho das equipes e oferecer mais eficiência no atendimento à população. A gestão municipal aposta que a medida reorganiza o fluxo hospitalar, diminui o tempo de permanência de pacientes nas unidades de pronto atendimento e amplia a capacidade de resposta em situações críticas nas ruas da cidade.





