
A Câmara Municipal de Ribeirão Preto promoveu uma audiência pública para discutir a elaboração de um plano emergencial voltado ao enfrentamento dos impactos provocados por eventos climáticos extremos associados ao fenômeno El Niño. O encontro reuniu representantes do poder público, técnicos municipais e integrantes da sociedade civil para debater ações de prevenção, adaptação e proteção da população diante da previsão de estiagens prolongadas, ondas de calor e aumento do risco de incêndios.
A audiência foi conduzida pela vereadora Judeti Zilli (PT) e teve como objetivo discutir políticas públicas integradas que fortaleçam a capacidade do município de responder aos desafios impostos pelas mudanças climáticas.
Durante o debate, foi apresentado o Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas, iniciativa do Governo Federal vinculada ao Plano Clima, que orienta estados e municípios na elaboração de políticas públicas voltadas à proteção da população em situações de desastres ambientais.
Segundo o protocolo, eventos climáticos extremos tendem a afetar de forma mais intensa grupos em situação de vulnerabilidade, como mulheres, população negra e moradores de regiões periféricas. A proposta prevê que a perspectiva de gênero seja incorporada às ações de prevenção, resposta e acolhimento durante emergências climáticas.
Representantes da Prefeitura apresentaram as medidas que já vêm sendo desenvolvidas para reduzir os impactos de eventos extremos no município.
De acordo com técnicos da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Ribeirão Preto está entre as cidades paulistas participantes do programa federal Adapta Cidades e trabalha na elaboração do Plano Municipal de Adaptação e Resiliência Climática, documento que irá identificar áreas de risco e definir estratégias para enfrentar problemas como secas prolongadas, altas temperaturas e chuvas intensas.
A Secretaria Municipal de Infraestrutura e Zeladoria também apresentou ações preventivas realizadas durante o período de estiagem. Segundo a pasta, já foram implantados 127,71 quilômetros de aceiros em áreas consideradas estratégicas, incluindo trechos próximos ao Rio Pardo, ao Anel Viário e propriedades rurais vizinhas. Os aceiros funcionam como faixas de proteção destinadas a reduzir a propagação de incêndios em áreas de vegetação.
A audiência contou ainda com a participação de representantes da Guarda Civil Metropolitana e do movimento Tá com Calor, Plante Árvore, que reforçaram a importância da arborização urbana, da preservação ambiental e da participação da população nas ações de prevenção aos impactos climáticos.
Especialistas destacaram que o planejamento antecipado é considerado uma das principais ferramentas para reduzir danos provocados por eventos extremos, permitindo maior integração entre os órgãos públicos e respostas mais rápidas em situações de emergência.
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