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TRISTEZA OU DEPRESSÃO? ESPECIALISTAS ALERTAM PARA SINAIS QUE NÃO DEVEM SER IGNORADOS EM RIBEIRÃO PRETO

Com o aumento dos casos de transtornos mentais no Brasil, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do tratamento adequado para prevenir o agravamento da depressão.

12/07/2026 às 21h36
Por: Jorn. Mateus Cordeiro
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TRISTEZA OU DEPRESSÃO? ESPECIALISTAS ALERTAM PARA SINAIS QUE NÃO DEVEM SER IGNORADOS EM RIBEIRÃO PRETO

Sentir tristeza diante de perdas, mudanças ou momentos difíceis faz parte da vida. No entanto, quando esse sentimento persiste por semanas, compromete a rotina e interfere na qualidade de vida, pode ser um sinal de depressão, doença que afeta milhões de pessoas em todo o mundo e representa um dos principais desafios da saúde pública.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), cerca de 280 milhões de pessoas vivem com depressão no planeta, tornando o transtorno uma das principais causas de incapacidade. No Brasil, dados do Ministério da Saúde mostram que a procura por atendimentos relacionados à saúde mental aumentou nos últimos anos, especialmente após a pandemia da Covid-19, reforçando a necessidade de ampliar o acesso aos serviços especializados.

Em Ribeirão Preto, município que concentra uma das maiores redes de saúde do interior paulista e é referência regional em atendimento de alta complexidade, especialistas destacam que a identificação precoce dos sintomas é fundamental para evitar o agravamento da doença e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

De acordo com o médico psiquiatra Pedro Borges, a principal diferença entre a tristeza e a depressão está na intensidade, na duração dos sintomas e no impacto sobre a vida da pessoa.

"A tristeza normalmente está relacionada a um acontecimento específico e tende a diminuir com o passar do tempo. Já a depressão permanece por semanas ou meses e interfere diretamente na rotina. Além da tristeza intensa, podem surgir perda do interesse pelas atividades, alterações no sono e no apetite, cansaço constante, dificuldade de concentração, sentimentos de culpa, desesperança e prejuízo importante na vida social, familiar e profissional", explica o especialista.

Segundo o psiquiatra, ainda existe um grande preconceito em relação às doenças mentais, fazendo com que muitas pessoas demorem para buscar ajuda. "A depressão não é falta de força de vontade nem pode ser resolvida apenas com pensamento positivo. Trata-se de uma doença que envolve fatores biológicos, psicológicos e sociais e precisa ser tratada com acompanhamento profissional", ressalta.

Os especialistas orientam que a população procure atendimento quando os sintomas persistirem por mais de duas semanas ou começarem a comprometer atividades do dia a dia, como trabalho, estudos, relações familiares e cuidados pessoais. Também são considerados sinais de alerta o isolamento social, crises frequentes de choro, alterações importantes no sono e na alimentação, irritabilidade constante, dificuldade para tomar decisões e pensamentos relacionados à morte.

O tratamento pode envolver psicoterapia, uso de medicamentos antidepressivos — quando indicados — e mudanças no estilo de vida, como prática regular de atividade física, melhora da qualidade do sono e fortalecimento da rede de apoio familiar e social.

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