
Práticas tradicionalmente associadas ao alto rendimento esportivo estão conquistando espaço no dia a dia de quem busca envelhecer com mais saúde. Alimentação equilibrada, atividade física, recuperação adequada e suplementação personalizada fazem parte de uma tendência crescente voltada à prevenção e à manutenção da qualidade de vida.
Esse cenário também se reflete na expansão do mercado de suplementos alimentares. Segundo levantamento da Future Market Insights (FMI), o Brasil ocupa a terceira posição entre os países com maior crescimento projetado na demanda por esses produtos, com expectativa de expansão anual de 9,5% entre 2026 e 2036, ficando atrás apenas da Índia e da China.
Além da alimentação e da prática de exercícios, recursos tecnológicos como relógios, pulseiras e anéis inteligentes vêm sendo utilizados para monitorar indicadores de saúde, como qualidade do sono, frequência cardíaca, recuperação física e níveis de atividade.
De acordo com o médico Tácito Sgorlon, a suplementação passou a ser vista como parte de uma estratégia mais ampla de promoção da saúde. Segundo ele, nutrientes como proteínas, creatina, ômega-3 e vitamina D podem contribuir para a manutenção das funções musculares, metabólicas, cognitivas e imunológicas, desde que utilizados com acompanhamento profissional.
O especialista destaca ainda que a medicina preventiva tem direcionado esforços para identificar deficiências nutricionais e preservar a autonomia das pessoas ao longo do envelhecimento.
O avanço desse mercado também impulsiona pesquisas voltadas ao desenvolvimento de nutracêuticos mais eficientes. Empresas e instituições de pesquisa investem em tecnologias que favorecem a absorção dos nutrientes pelo organismo, ampliando a eficácia das formulações e acompanhando a crescente demanda por soluções voltadas ao bem-estar e à promoção da saúde.
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