
A Fundação Hospital Santa Lydia e a Universidade de Ribeirão Preto (Unaerp) iniciaram um projeto de monitoramento contínuo da qualidade do ar no hospital. Sensores instalados na unidade registrarão dados ambientais a cada 30 segundos durante o período de um ano.
A iniciativa faz parte do Projeto ARES, sigla para Avaliação da Qualidade do Ar em Espaços Internos e Externos, conduzido por pesquisadores da universidade. O trabalho também integra o programa Santa Lydia Verde, desenvolvido pela Fundação para incentivar práticas sustentáveis nas unidades sob sua administração.
O objetivo é reunir informações que possam auxiliar nas decisões relacionadas à segurança de pacientes, acompanhantes e profissionais, além de identificar oportunidades de melhoria na gestão dos espaços hospitalares.
Como será realizado o monitoramento
Um dos sensores permanecerá instalado na área externa do hospital. O segundo equipamento será levado para diferentes ambientes internos, incluindo recepção, corredores, enfermarias e outros setores definidos pela direção da unidade.
A cada 30 segundos, os equipamentos registrarão indicadores como temperatura, umidade, concentração de dióxido de carbono, material particulado e compostos orgânicos voláteis.
Os dados serão enviados automaticamente para uma plataforma digital e analisados pelos pesquisadores da Unaerp.
O hospital receberá relatórios mensais com os resultados e a evolução dos indicadores. As análises poderão apontar alterações na qualidade do ar e auxiliar na definição de medidas para os ambientes avaliados.
Dados poderão orientar decisões
Segundo o professor Murilo Innocentini, coordenador do Programa de Pós-Graduação em Tecnologia Ambiental da Unaerp e um dos responsáveis pelo projeto, a qualidade do ar tem impacto sobre a saúde e o bem-estar, especialmente em unidades hospitalares.
“Com esse monitoramento, teremos informações importantes para apoiar decisões relacionadas à segurança dos ambientes internos e ao planejamento de ações de sustentabilidade”, afirma.
Além de contribuir para a administração hospitalar, os dados coletados serão utilizados na produção de conhecimento científico. A expectativa dos pesquisadores é que o estudo também possa servir como referência para outras instituições de saúde interessadas em sistemas semelhantes.
A superintendente da Fundação Hospital Santa Lydia, Cássia Amaro, afirma que o uso de dados científicos permitirá decisões mais precisas e o desenvolvimento de ações voltadas à segurança das pessoas que circulam pela instituição.
Para o secretário municipal da Saúde, Maurício Godinho, o acompanhamento sistemático dos indicadores ambientais pode ajudar a unidade a identificar problemas e necessidades antes que eles se agravem.
A parceria não substitui os protocolos sanitários e hospitalares já existentes. O monitoramento funcionará como uma ferramenta complementar para avaliar os ambientes e orientar possíveis intervenções ao longo do projeto.
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