A Prefeitura de Ribeirão Preto confirmou dois casos de Mpox em 2026, segundo dados atualizados até a última quarta-feira (11) no Painel da Mpox, ferramenta que monitora os registros da doença no município. Os pacientes diagnosticados são dois homens, um na faixa etária de 30 a 39 anos e outro entre 40 e 49 anos.
Desde 1º de janeiro, a Secretaria Municipal de Saúde investigou cinco casos suspeitos. Dois exames tiveram resultado negativo e um paciente ainda aguarda confirmação laboratorial. Até o momento, não há registro de óbitos relacionados à doença neste ano na cidade.
A confirmação reacende o alerta para uma enfermidade que ganhou destaque internacional nos últimos anos, especialmente a partir de 2022, quando diversos países registraram aumento expressivo de casos. No Brasil, o Ministério da Saúde mantém protocolos de vigilância e monitoramento contínuo, com orientação para notificação imediata de casos suspeitos.
O que é Mpox
A Mpox, anteriormente conhecida como varíola dos macacos, é uma doença viral causada pelo vírus monkeypox, pertencente à mesma família da varíola humana. Embora geralmente apresente evolução mais branda do que a antiga varíola, pode causar complicações, especialmente em pessoas com imunidade comprometida.
A transmissão ocorre principalmente por contato direto com lesões de pele, fluidos corporais, mucosas ou objetos contaminados, como roupas e toalhas. Relações com contato físico prolongado também aumentam o risco de contágio. A exposição próxima e prolongada a gotículas respiratórias pode contribuir para a transmissão.
Sintomas e evolução
Os principais sintomas incluem febre, dor de cabeça intensa, dores musculares, aumento dos linfonodos, fraqueza e erupções cutâneas. As lesões geralmente começam como manchas, evoluem para bolhas e posteriormente formam crostas. Podem surgir no rosto, mãos, pés, tronco e região genital.
O período de incubação varia entre 5 e 21 dias. Na maioria dos casos, a doença é autolimitada, com duração de duas a quatro semanas. O tratamento é voltado ao alívio dos sintomas e prevenção de complicações.
Orientação à população
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que pessoas com sintomas suspeitos devem procurar uma Unidade Básica de Saúde para avaliação clínica. A UBS é a porta de entrada do SUS e pode orientar, solicitar exames e encaminhar para acompanhamento especializado quando necessário.
Medidas simples, como evitar contato direto com lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais e manter higiene frequente das mãos, ajudam a reduzir o risco de transmissão.
Embora os números atuais em Ribeirão Preto sejam baixos, a vigilância ativa permanece essencial. A confirmação dos casos reforça a importância da informação correta, da identificação precoce dos sintomas e do acompanhamento médico adequado para evitar a disseminação da doença.
A recomendação das autoridades é clara: atenção aos sinais, busca rápida por atendimento e responsabilidade coletiva são fundamentais para manter a situação sob controle.





