
A baixa umidade relativa do ar registrada durante o período seco exige atenção redobrada com a saúde em Ribeirão Preto e região. Índices abaixo de 30% podem provocar ressecamento da pele e das mucosas, irritação nos olhos, nariz e garganta e aumentar o desconforto respiratório, principalmente entre pessoas mais sensíveis.
A umidade relativa representa a quantidade de vapor de água presente no ar em relação ao máximo que a atmosfera poderia conter em determinada temperatura. Quanto menor esse percentual, mais seco está o ambiente.
Segundo Marcello Nannetti, clínico geral da Hapvida, os efeitos sobre o organismo tendem a ser mais frequentes quando a umidade fica abaixo dos 30%, especialmente em dias quentes e quando há presença de poluição ou fumaça.
“Os sintomas mais comuns nesse período são garganta e boca secas, nariz irritado ou congestionado, espirros, tosse, rouquidão, ardência nos olhos e pele ressecada. Quem possui doenças respiratórias pode apresentar tosse mais agravante, falta de ar ou outros sinais relacionados à doença”, explica o médico.
Crianças, idosos e pessoas com doenças respiratórias ou outras condições de saúde podem apresentar maior sensibilidade ao tempo seco. Para esses grupos, a orientação é reforçar a hidratação, reduzir a exposição prolongada ao calor e ao ar seco e manter os tratamentos já prescritos em casos de doenças crônicas.
CUIDADOS DURANTE O TEMPO SECO
Entre as medidas indicadas para amenizar os efeitos da baixa umidade estão beber água regularmente ao longo do dia, evitar atividades físicas nos horários de maior calor e utilizar hidratante para reduzir o ressecamento da pele.
O soro fisiológico também pode auxiliar em casos de ressecamento nasal, enquanto colírios lubrificantes podem ser úteis para o desconforto nos olhos, especialmente entre usuários de lentes de contato, conforme orientação do médico.
Outro cuidado é reduzir a exposição a fumaça, poeira e ambientes excessivamente secos. Quem utiliza umidificador deve manter o equipamento higienizado para evitar a formação de mofo e a proliferação de microrganismos.
QUANDO PROCURAR ATENDIMENTO
A piora significativa dos sintomas respiratórios, febre persistente ou dificuldade para ingerir líquidos são sinais que justificam uma avaliação médica, segundo Nannetti.
Casos de falta de ar intensa, dor no peito, desmaio ou alteração importante do estado de consciência exigem atendimento de urgência.
Para sintomas leves, a teleconsulta pode ser utilizada como avaliação inicial. O profissional poderá orientar o tratamento e verificar a necessidade de atendimento presencial. Caso os sintomas persistam ou apresentem piora, a recomendação é procurar avaliação presencial.
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