
Sentir cansaço após uma rotina intensa, noites mal dormidas ou períodos de estresse é comum. A situação merece atenção, porém, quando a exaustão persiste mesmo após o descanso, dura semanas, começa a dificultar atividades cotidianas ou aparece acompanhada de outros sintomas.
Segundo o clínico geral Francimar Amorim, da Hapvida, o cansaço persistente está entre as principais queixas apresentadas por pacientes em consultório e não deve ser considerado, isoladamente, um diagnóstico.
“Essa é uma das principais queixas no consultório. Pessoas convencidas de que precisam apenas descansar, mas o cansaço persistente não é um diagnóstico. Ele pode ser o primeiro sinal de que algo no organismo não está funcionando bem”, afirma o médico.
Entre as possíveis causas estão anemia, deficiências nutricionais, hipotireoidismo, diabetes, apneia do sono, infecções e doenças autoimunes. Condições relacionadas à saúde mental, como ansiedade e depressão, também podem provocar manifestações físicas, incluindo falta de energia, tensão muscular, alterações do sono e dores de cabeça.
A presença de fadiga, portanto, não significa necessariamente que a pessoa tenha alguma dessas condições. A identificação da causa depende da avaliação dos sintomas, do histórico do paciente e, quando indicado pelo profissional de saúde, de exames complementares.
De acordo com Amorim, um dos pontos que devem chamar a atenção é a persistência do quadro. “O principal problema é quando os sintomas permanecem por semanas, comprometem atividades simples ou surgem sem uma causa aparente, motivo pelo qual precisam ser avaliados”, explica.
Alguns sintomas associados ao cansaço exigem atenção especial. Falta de ar, palpitações, febre persistente, desmaios, perda de peso sem explicação, fraqueza intensa ou dor forte são sinais de alerta e indicam a necessidade de procurar atendimento médico.
A avaliação inicial pode ser realizada por um clínico geral. O profissional considera fatores como duração da fadiga, rotina, histórico de saúde e presença de outros sintomas para definir os próximos passos da investigação.
“Não existe uma única resposta para o cansaço. O mais importante é não normalizar um sintoma que já começou a limitar a vida e permitir que a causa seja identificada o quanto antes”, conclui Francimar Amorim.
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