
Com a chegada do período de chuvas, a Prefeitura de Ribeirão Preto reforçou as orientações para prevenção à dengue e pediu que os moradores façam, pelo menos uma vez por semana, uma vistoria dentro de casa e nos quintais para eliminar possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti.
De janeiro a 16 de setembro de 2026, Ribeirão Preto registrou 380 casos confirmados de dengue e nenhum óbito, segundo dados divulgados pela Secretaria Municipal da Saúde. No mesmo período de 2025, quando o município enfrentava uma epidemia da doença, eram 21.455 casos e 11 mortes.
Apesar da redução registrada na comparação entre os dois períodos, a Secretaria da Saúde alerta para a necessidade de manter as medidas preventivas, principalmente diante das condições climáticas que favorecem a reprodução do mosquito, transmissor também da Zika e da chikungunya.
“Os números refletem o esforço conjunto das equipes da Vigilância em Saúde e da comunidade, mas é preciso manter a atenção diante das condições climáticas que favorecem a proliferação do mosquito”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.
A recomendação é verificar semanalmente locais que possam acumular água. Pneus, vasos de plantas, calhas, baldes, garrafas e outros recipientes devem permanecer sem água parada. Objetos deixados no quintal e expostos à chuva precisam ser descartados ou armazenados em local coberto. Caixas-d’água, tonéis e outros reservatórios devem ficar devidamente tampados.
Segundo a subsecretária de Vigilância em Saúde, Luzia Márcia Romanholi Passos, o período chuvoso exige atenção redobrada porque favorece o ciclo de reprodução do Aedes aegypti.
“Com as chuvas, o ciclo de reprodução do mosquito se acelera. O combate ao Aedes aegypti só é efetivo com a participação de toda a população. Uma vistoria no quintal e dentro de casa, uma vez por semana, já é suficiente para eliminar focos. Manter os ralos tampados quando não estão em uso também faz diferença”, afirmou.
Entre os principais sintomas da dengue estão febre alta de início súbito, dores no corpo e atrás dos olhos, manchas vermelhas na pele e cansaço intenso. A orientação da Secretaria da Saúde é que pessoas com esses sinais procurem a unidade de saúde mais próxima ou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).
A pasta também recomenda evitar a automedicação, especialmente o uso de aspirina e anti-inflamatórios.
Ações de combate ao mosquito
Além das orientações aos moradores, a Gerência de Vigilância Ambiental em Saúde mantém ações de campo para controlar a presença do mosquito. O trabalho inclui bloqueios de criadouros, nebulização portátil, avaliações de densidade larvária e mobilizações realizadas aos finais de semana.
Ribeirão Preto também conta com 1.300 Estações Disseminadoras de Larvicida (EDLs), implantadas em 2025. De acordo com a Prefeitura, a tecnologia utiliza o próprio mosquito para transportar larvicida até outros criadouros durante seus deslocamentos.
Outra estratégia está prevista para começar em outubro. O município deverá iniciar as atividades do método Wolbachia, que utiliza mosquitos com uma bactéria encontrada naturalmente em insetos e que reduz a capacidade do Aedes aegypti de transmitir vírus como os da dengue, Zika e chikungunya.
Com a proximidade dos meses mais chuvosos, a principal orientação à população continua sendo eliminar recipientes com água parada e manter uma rotina semanal de vistoria dos imóveis.
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