
O uso de dados e ferramentas técnicas para orientar o crescimento de Ribeirão Preto entrou em discussão na Câmara Municipal. Uma Comissão Especial de Estudos (CEE) realizou reunião na quarta-feira, 16 de setembro, para avançar no debate sobre a criação de um Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano no município.
O encontro foi conduzido pelos vereadores Daniel Gobbi (PP), presidente da comissão; Danilo Scochi (MDB), vice-presidente; e Rangel Scandiuzzi (PSD), relator. Representantes do Instituto Movimento Cidades Inteligentes e consultores técnicos participaram como convidados.
Durante a reunião, os participantes discutiram a utilização da coleta e do cruzamento de dados qualificados como instrumentos para orientar decisões do poder público. A proposta é utilizar informações técnicas para identificar demandas, estabelecer prioridades e estruturar projetos relacionados ao desenvolvimento urbano.
Entre os temas apontados como relevantes estão diretrizes legais relacionadas ao saneamento e à mobilidade urbana. Também foi discutida a necessidade de estruturar projetos considerando aspectos econômicos, jurídicos e sociais.
Segundo as informações apresentadas à comissão, representantes do Instituto Movimento Cidades Inteligentes colocaram apoio técnico à disposição da Câmara sem custos para o orçamento municipal.
Outro ponto abordado foi a continuidade das políticas públicas ao longo de diferentes administrações. A avaliação apresentada durante a reunião é de que projetos estruturados a partir de dados e critérios técnicos podem contribuir para que ações de planejamento tenham continuidade mesmo após mudanças de governo.
Os parlamentares que integram a CEE defendem a criação de uma estrutura própria de planejamento para acompanhar o desenvolvimento de Ribeirão Preto no longo prazo.
O presidente da comissão, Daniel Gobbi, destacou durante o encontro a necessidade de realizar levantamentos prévios de dados para estabelecer prioridades antes da execução de projetos.
A criação do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano ainda está em fase de estudos. A comissão trabalha na estruturação do modelo que poderá ser proposto para Ribeirão Preto, e as informações apresentadas até o momento não estabelecem prazo para implantação do órgão.
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