
Desconforto abdominal, sensação de estômago cheio, náuseas, perda de apetite e indigestão são sintomas que podem aparecer em diferentes problemas gastrointestinais. Quando persistem, entretanto, também podem estar relacionados ao câncer de estômago e precisam de avaliação médica.
Um dos desafios para a identificação da doença é justamente a ausência de sintomas específicos nas fases iniciais. Segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer gástrico pode não apresentar sintomas no começo ou provocar manifestações semelhantes às de problemas mais comuns, como gastrite e úlcera. Serviços e Informações do Brasil
Perda de peso sem motivo aparente, falta de apetite, cansaço frequente, sensação de estômago cheio, náuseas, vômitos e dor ou desconforto na parte superior do abdômen estão entre os sinais relacionados à doença. Em alguns casos, também podem ocorrer vômitos com sangue ou fezes escuras, que podem indicar sangramento no estômago. Esses sintomas não significam necessariamente a presença de câncer, mas devem ser investigados. Serviços e Informações do Brasil
“O câncer gástrico pode ser completamente assintomático ou se apresentar inicialmente com sintomas que o paciente associa a problemas mais comuns. Quando essas queixas persistem ou mudam de padrão, é importante investigar a causa. A endoscopia, associada à biópsia quando indicada, permite avaliar possíveis lesões e chegar ao diagnóstico”, explica o oncologista Carlos Fruet.
De acordo com o INCA, a endoscopia digestiva alta é o principal exame utilizado para detectar o câncer de estômago. Caso alguma alteração seja identificada durante o procedimento, uma amostra pode ser retirada para biópsia. Serviços e Informações do Brasil
A estimativa do INCA para o triênio de 2026 a 2028 é de 22.530 novos casos de câncer de estômago por ano no Brasil, sendo 13.830 entre homens e 8.700 entre mulheres. Serviços e Informações do Brasil
O câncer gástrico também está entre as principais causas de mortalidade por neoplasias malignas no mundo. Aproximadamente 95% dos casos são adenocarcinomas, segundo o instituto. A doença ocorre predominantemente em homens e é mais frequente entre 60 e 70 anos. Serviços e Informações do Brasil
A infecção pela bactéria Helicobacter pylori, conhecida como H. pylori, é um dos fatores de risco estabelecidos para o desenvolvimento do câncer de estômago. A presença da bactéria, porém, não significa que uma pessoa necessariamente desenvolverá a doença. Serviços e Informações do Brasil
“A bactéria pode provocar um processo inflamatório crônico e, ao longo dos anos, favorecer mudanças na mucosa gástrica. Quando identificada, é importante avaliar a necessidade de tratamento, reduzindo a exposição a um fator de risco modificável para o câncer”, afirma Fruet.
Outros fatores associados ao aumento do risco incluem tabagismo, consumo de bebidas alcoólicas, excesso de gordura corporal, ingestão frequente de alimentos salgados ou conservados em sal e histórico familiar da doença. Serviços e Informações do Brasil
O INCA recomenda, como medidas de prevenção, manter o peso corporal adequado, praticar atividade física, não fumar, evitar bebidas alcoólicas e reduzir o consumo de alimentos salgados ou preservados em sal. Serviços e Informações do Brasil
O oncologista reforça que a presença de sintomas gastrointestinais não deve ser interpretada automaticamente como sinal de câncer.
“Não se trata de transformar qualquer desconforto em motivo de preocupação com câncer. O mais importante é perceber quando uma queixa não desaparece, se repete ou muda de característica e procurar avaliação médica. A identificação da doença em fases iniciais amplia as possibilidades de tratamento”, conclui Fruet.
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