
Chegar aos 40 anos não representa uma mudança repentina no organismo, mas é uma fase em que cuidados com força muscular, saúde óssea, alimentação, sono e metabolismo ganham importância para a manutenção da saúde e da autonomia ao longo das próximas décadas.
Algumas alterações relacionadas ao envelhecimento começam de forma gradual. A força muscular, por exemplo, pode apresentar redução ao longo da vida adulta, enquanto mudanças hormonais também podem interferir na composição corporal e na saúde dos ossos. Entre as mulheres, o período de transição para a menopausa merece atenção especial devido à perda de massa óssea associada às alterações hormonais.
“O que fazemos hoje ajuda a construir as próximas décadas. O cuidado passa por preservar capacidades que fazem diferença no dia a dia e entender quais são as necessidades de cada pessoa antes de começar a suplementar”, afirma Gustavo Cadurim, farmacêutico e CEO da Yosen, empresa com origem em pesquisas da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP de Ribeirão Preto.
Metabolismo não “despenca” aos 40
Uma ideia comum é a de que o metabolismo sofre uma grande desaceleração a partir dos 40 anos. Evidências científicas, porém, indicam que a questão é mais complexa.
Um estudo publicado na revista Science em 2021, que analisou o gasto energético ao longo da vida, encontrou relativa estabilidade do gasto energético ajustado pelo tamanho e composição corporal durante boa parte da vida adulta, aproximadamente dos 20 aos 60 anos.
Para Cadurim, a atenção deve estar no cuidado contínuo. “O importante é cuidar ao longo dos anos. A longevidade com qualidade é construída diariamente”, afirma.
Suplementação não deve depender apenas da idade
Proteínas, vitamina D, magnésio, ômega-3 e outros nutrientes participam de diferentes processos do organismo. Isso, no entanto, não significa que todas as pessoas que ultrapassam determinada idade precisem automaticamente utilizar suplementos.
Necessidades nutricionais variam conforme alimentação, rotina, condições de saúde, atividade física, uso de medicamentos e possíveis deficiências identificadas individualmente.
“Não é possível avaliar a suplementação de forma genérica. Ingrediente, dose, qualidade do produto, evidências disponíveis e necessidades individuais são fatores que precisam ser considerados em conjunto”, afirma Cadurim.
O especialista também destaca que suplementos não substituem hábitos fundamentais para a saúde.
“Suplemento não substitui alimentação, treino ou sono. Ele entra quando faz sentido e quando merece estar lá”, conclui.
A recomendação é que a necessidade de suplementação seja avaliada individualmente e, especialmente quando houver condições de saúde ou uso contínuo de medicamentos, discutida com profissionais habilitados.
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