
Ribeirão Preto vai ampliar, a partir desta segunda-feira (5), a oferta do teste de DNA-HPV, exame utilizado no rastreamento do câncer do colo do útero. Seis novas unidades passam a realizar a coleta, elevando para 11 o número de pontos disponíveis na rede municipal.
O novo método faz parte de uma mudança no rastreamento da doença e deverá substituir gradualmente o tradicional exame Papanicolau.
Passam a oferecer o teste as UBSs Vila Tibério, Campos Elíseos, Central, São José e Vila Mariana, além do Centro de Saúde-Escola (CSE) Vila Tibério.
O exame já estava disponível nas UBSs Presidente Dutra, Maria das Graças, Santa Cruz e João Rossi e na USF Heitor Rigon.
Enquanto o Papanicolau identifica alterações que já ocorreram nas células do colo do útero, o teste molecular procura o próprio HPV, principal causador desse tipo de câncer.
A proposta é identificar a presença do vírus antes do surgimento de lesões, permitindo acompanhamento e intervenção de acordo com o resultado.
Outra mudança importante está no intervalo do rastreamento. Quando o resultado do DNA-HPV é negativo, o período entre os exames passa de três para cinco anos.
“Com o Papanicolau, era identificada a lesão, e com o DNA-HPV, encontramos o vírus antes que ele cause qualquer dano”, afirmou o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho.
Ribeirão Preto foi a primeira cidade paulista a adotar o novo modelo nacional de rastreamento do câncer do colo do útero, implantado pelo Ministério da Saúde.
O lançamento ocorreu em agosto de 2025, na UBS Dr. Sérgio Botelho da Costa Moraes, no Presidente Dutra.
A Secretaria Municipal da Saúde também realizou, em junho, uma ação na Penitenciária Feminina de Ribeirão Preto, onde foram feitas 400 coletas em mulheres privadas de liberdade.
O teste é destinado a mulheres de 25 a 64 anos. Para realizá-lo, é necessário agendar uma consulta com ginecologista ou enfermeiro em uma das unidades que oferecem o procedimento. O profissional fará a avaliação e indicará o rastreamento quando necessário.
O DNA-HPV não substitui a vacinação contra o vírus. A vacina continua sendo uma das principais estratégias de prevenção e está prevista no calendário do Ministério da Saúde para meninas e meninos de 9 a 14 anos, além de outros públicos específicos.
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