
Mães que enfrentam dores, fissuras e lesões nas mamas durante a amamentação passarão a contar com uma nova opção de tratamento na rede pública de saúde de Ribeirão Preto. A partir de segunda-feira (26), a Prefeitura, por meio da Secretaria Municipal da Saúde, ampliará a oferta da laserterapia de baixa potência, técnica utilizada para auxiliar na cicatrização dos tecidos e no alívio da dor.
O tratamento, que já passou por uma fase piloto na Unidade Básica de Saúde (UBS) do Parque Ribeirão Preto, será estendido a outras oito unidades, totalizando nove pontos de atendimento. A previsão da administração municipal é ampliar o serviço para 21 unidades de saúde até o fim de 2026.
A iniciativa busca enfrentar um dos problemas que podem levar ao abandono precoce da amamentação: o desconforto provocado por lesões mamilares. Além de oferecer alívio às mulheres, a proposta é contribuir para que mães e bebês possam manter o aleitamento materno com mais conforto e segurança.
A laserterapia de baixa potência utiliza luz de baixa intensidade aplicada sobre a região lesionada para estimular processos celulares relacionados à recuperação dos tecidos.
O procedimento é não invasivo e geralmente indolor, podendo ser utilizado como recurso complementar no tratamento de fissuras e outras lesões associadas à amamentação. A técnica busca favorecer a cicatrização e reduzir o desconforto, embora os resultados possam variar conforme a causa e a gravidade da lesão.
Diferentemente de produtos tópicos, como a lanolina, o laser atua por meio de um mecanismo de fotobiomodulação, estimulando respostas celulares relacionadas à reparação tecidual. Quando aplicado adequadamente por profissionais capacitados, não envolve a administração de medicamentos ao leite materno.
A Secretaria Municipal da Saúde destaca que o recurso não substitui a avaliação clínica nem a correção dos fatores que provocam as lesões.
Segundo a enfermeira Lilian Pimenta Nogueira, presidente do Comitê Municipal de Aleitamento Materno, é fundamental identificar a origem das lesões antes de iniciar o tratamento.
“Toda lesão mamária exige que o profissional investigue a causa, avalie a pega, o posicionamento do bebê, entre outros fatores. Não adianta utilizar a terapia sem antes tratar a causa da lesão”, explica.
A orientação é importante porque muitas fissuras mamilares estão relacionadas à pega inadequada do bebê, ao posicionamento durante a amamentação ou a outras dificuldades que precisam ser corrigidas para evitar o reaparecimento dos ferimentos.
Por isso, o atendimento envolve não apenas a aplicação do laser, mas também uma avaliação individualizada da mulher e das condições da amamentação.
A laserterapia estará disponível nas seguintes unidades da rede municipal:
UBS Parque Ribeirão Preto
UBS Ribeirão Verde
UBS Campos Elíseos
UBS Jardim Juliana
UBDS Castelo Branco
UBS Vila Albertina
UBS Bonfim Paulista
USF Paulo Gomes Romeo
UBS Maria Casagrande
A UBS do Parque Ribeirão Preto foi escolhida para a fase piloto do projeto. As outras oito unidades passam a integrar a oferta do serviço a partir de 26 de outubro.
Para receber o atendimento, a mulher deve procurar a unidade de saúde mais próxima de sua residência, onde será avaliada por um profissional. Caso o local ainda não disponha do equipamento, a paciente poderá ser encaminhada a outra unidade que já ofereça o procedimento.
Para preparar a expansão do serviço, a Secretaria Municipal da Saúde capacitou 35 profissionais que atuarão nas 21 unidades previstas para receber os equipamentos.
A formação foi organizada pela Área Técnica de Aleitamento Materno da Subsecretaria de Atenção à Saúde, em parceria com o Núcleo de Aleitamento Materno da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (USP).
Segundo o secretário municipal da Saúde, Mauricio Godinho, a medida pretende oferecer mais apoio às mulheres que enfrentam dificuldades durante os primeiros dias de amamentação.
“Sabemos o quanto a dor pode desanimar uma mãe nos primeiros dias de amamentação. Investir em um recurso indolor e seguro é cuidar da mulher para que ela consiga continuar amamentando”, afirma.
Tratamento: Laserterapia de baixa potência para lesões mamárias relacionadas à amamentação.
Início da ampliação: Segunda-feira, 26 de outubro de 2026.
Onde: Nove unidades municipais de saúde, com previsão de expansão para 21 até o fim do ano.
Como ter acesso: Procurar a unidade de saúde mais próxima para avaliação e, se necessário, encaminhamento a um posto que disponha do equipamento.
Público atendido: Mulheres que apresentam lesões mamárias e dificuldades relacionadas à amamentação, conforme avaliação profissional.
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